Tenho a mania estranha de olhar para as pessoas e parar para imaginar a história de cada uma. É como se fosse capaz de projetar, talvez, um roteiro de filme, um curta metragem, um longa, uma animação, ou o que seja. O que acontece por trás de um gesto, um sorriso, um olhar é o que me intriga. E me pergunto se teria eu esse poder na mente, como um integrante dos X-MENS, ou uma personagem de filme de vampiro para adolescentes, mulheres com alto nível de sensibilidade.
Nessa de olhar sempre me pego concentrada demais diante de uma cara assustada que me olha de volta, como se eu estivesse me olhando no espelho e me assustasse com meu próprio rosto a me questionar. Então, depois que percebo essa atitude socialmente mau vista (me concentrando onde não sou chamada), minha imaginação para de construir possíveis histórias e passa a levantar hipóteses sobre o que as pessoas estão pensando sobre minha concentração para elas despropositada. Começo a pensar como Sherlock Holmes, mas sem o seu parceiro de empreitadas mirabolantes. Mal sabem elas que são protagonistas de dramalhões, tragédias e plena felicidade, isso tudo dependendo da minha própria expectativa sobre minha vida. Já percebi que sempre me projeto. Que me jogo na fantasia do concreto e do abstrato, parece até que pulo de bang jamp.
Sempre fico naquela de pensar se com os outros acontece o mesmo. Será que todos que me olham pensam que quando olho, fico indagando o que eles pensam que eu penso? Nossa! Essa até pareceu uma linha tirada de Friedrich Wilhelm Nietzsche, além do bem e do mal. Aí me perco nas possibilidades que meus gestos, sorrisos e olhares geram para os levantamentos de hipóteses e construção de possíveis roteiros da vida.
Por vezes, tenho a chance de constatar que há gente, sim, que levanta hipóteses. E, muitas das que se aproximam as confirmam, umas administram bem outras se decepcionam totalmente. O bom disso, é que, a maioria das decepções gira em torno de coisas ruis, por vezes, sou melhor do que esperam de mim e é bem comum me constatarem mais frágil do que me imaginam.
Parceria de Naira Martins e Mario Sérgio.
Estou aqui pensando nas hipóteses que te levaram a escrever esse texto... E vejo na frase "Já percebi que sempre me projeto." o maior motivo: querer dos outros o que falta em nós.
ResponderExcluirPessoas se incomodam quando observadas porque não querem que seus defeitos se revelem, porém observar é tentar entender através do outro o que é nosso defeito.
Isso tudo me faz pensar nas multidões de mim e foi pensando nessas coisas que pensei no título do meu blog...
Bem legal o texto!
Beijo.
Tamo junto e misturados Naira! E é só o começo.
ResponderExcluirbj
Valew's Leo pelas considerações... e que bom que vou te ler agora!!! rs
ResponderExcluirTamo junto e misturado Mario... kk é isso aí!!!!