sábado, 25 de fevereiro de 2012

O tempo e o Segredo

Tenho a mania estranha de olhar para as pessoas e parar para imaginar a história de cada uma. É como se fosse capaz de projetar, talvez, um roteiro de filme, um curta metragem, um longa, uma animação, ou o que seja. O que acontece por trás de um gesto, um sorriso, um olhar é o que me intriga. E me pergunto se teria eu esse poder na mente, como um integrante dos X-MENS, ou uma personagem de filme de vampiro para adolescentes, mulheres com alto nível de sensibilidade.
Nessa de olhar sempre me pego concentrada demais diante de uma cara assustada que me olha de volta, como se eu estivesse me olhando no espelho e me assustasse com meu próprio rosto a me questionar. Então, depois que percebo essa atitude socialmente mau vista (me concentrando onde não sou chamada), minha imaginação para de construir possíveis histórias e passa a levantar hipóteses sobre o que as pessoas estão pensando sobre minha concentração para elas despropositada. Começo a pensar como Sherlock Holmes, mas sem o seu parceiro de empreitadas mirabolantes. Mal sabem elas que são protagonistas de dramalhões, tragédias e plena felicidade, isso tudo dependendo da minha própria expectativa sobre minha vida. Já percebi que sempre me projeto. Que me jogo na fantasia do concreto e do abstrato, parece até que pulo de bang jamp.
Sempre fico naquela de pensar se com os outros acontece o mesmo. Será que todos que me olham pensam que quando olho, fico indagando o que eles pensam que eu penso? Nossa! Essa até pareceu uma linha tirada de Friedrich Wilhelm Nietzsche, além do bem e do mal. Aí me perco nas possibilidades que meus gestos, sorrisos e olhares geram para os levantamentos de hipóteses e construção de possíveis roteiros da vida.
Por vezes, tenho a chance de constatar que há gente, sim, que levanta hipóteses. E, muitas das que se aproximam as confirmam, umas administram bem outras se decepcionam totalmente. O bom disso, é que, a maioria das decepções gira em torno de coisas ruis, por vezes, sou melhor do que esperam de mim e é bem comum me constatarem mais frágil do que me imaginam.

Parceria de Naira Martins e Mario Sérgio.

O Jeito é escrever....

Nunca fui muito persistente com minhas coisas. Mas, com esse lance de escrever a coisa é bem pior. Acredito que tenho um trauma. Como bem lembrei ontem conversando com o Mario Sérgio no facebook, houve um professor meu que me disse o seguinte: “Naira o seu problema é que alguém disse para você que você escrevia bem e você acreditou”. E esse digníssimo professor nem sabe o desserviço que ele me prestou, porque a partir de então passei a acreditar que não deveria ter acreditado em quem disse que eu bem escrevia. Agora olho para tudo que escrevo com certo desdém e me preocupo muito com os amigos que me elogiam, me questionando se devo ou não acreditar e adquiri confiança no que produzo. Com todas essas questões não deveria estar escrevendo nada, eu sei. Mas a Luciane Dias resolveu me desafiar e vamos nos cobrar produções... Fora que a Cinthia Freitas também resolveu entrar nessa. Então, é muita gente me cobrando. O jeito que tenho é escrever... Mas, tenho que arrumar um jeito disso tudo me ser leve como um chazinho com biscoito!