Mudando um pouco o foco das minhas últimas publicações e voltando um pouco ao passado, porque já faz um tempo que tenho esse ritual estranho de ler o livro Na natureza selvagem. Achei interessante compartilhar com vocês como foi que esse livro chegou na minha vida. Alguém aí já reparou que cada livro chega de um jeitinho especial? O fato mesmo é que tudo começou com o filme homônimo ao que tenho mania de reler. Eu acho um saco assistir a um filme e um babaca, sim porque é sempre um babaca, vir com esse clichê que "o livro é melhor". Ora, claro que é. São suas impressões, o sentimento que você configurou no momento em que lia o livro é totalmente seu, desse modo as significações que o livro lhe proporciona lhe são muito próprias. Um filme é a releitura do roteirista, a leitura do diretor e a emoção dos autores e da equipe de edição. Não dá para comparar. Podemos dizer que a releitura e emoção foi aquem da que tivemos, mas isso é questão de opinião e discutir opinião é a maior perca de tempo que existe. Eu gosto de verde, e você gostar de azul e ficar horas falando sobre o azul não vai me fazer ver o verde diferente. Então, é perca de tempo. Mas, não é sobre isso que eu quero falar. Quero falar que foi tudo meio estranho com relação a esse filme. Eu estava naquele estágio de muito mais sono do que vontade de ver televisão, quando esse filme começou. Acontece que o sono ganhou mais vezes do que eu gostaria que tivesse ganhado. E, na minha cabeça ficaram perguntas que eu não sabia como responder. Bolei um monte de possíveis roteiros que não me satisfaziam. Eu queria o real. Passei a procurar esse filme, por todos os lugares. Mas não tinha a menor idéia nem do nome do filme. Até que um dia, numa locadora, contando os pedaços que o sono tinha me deixado ver, um rapaz até conhecido meu, me deu uma luz: "Coloca isso que você está falando no google, se ele não souber, ninguém mais saberá". Me considerei o ser mais estúpido do planeta, porque essa hipótese nem havia me passado pela cabeça. E, era a melhor opção. O google, então, me remeteu ao livro que encomendei pela livraria Leitura e passei a ler no dia seguinte, mesmo dia que o terminei. Por ser baseado em fatos reais e por acontecer coisas que eu estaria sujeita que acontecessem comigo se eu fosse menos covarde, eu o li com muita rapidez. Agora quero ver o filme por completo, mas ando sem coragem, tenho medo da decepção e ficar com o mesmo clichê que condeno. Sempre que tenho vontade de ver o filme, leio o livro de novo. Eu recomendo, aliais como faço com todos os livros que leio, menos A Cabana, que realmente é realmente uma leitura vulgar.
P.S: Visite a página do livro no face: https://www.facebook.com/NaAventuraSelvagem

Legal! Pra mim, livro e filme são diferentes e a gente só pode comparar o que é igual ou do mesmo gênero.Costumo reler livros e assistir novamente filmes já vistos por mim. Sempre vejo algo novo no que já foi visto até porque estamos em constante evolução e nossa visão das coisas muda. Digo que a leitura vulgar é importante pra se saber que ela é vulgar. Por que se foi isso que o autor desejava ele deve estar muito feliz, rsss
ResponderExcluirAcho que não. Pelo formato do livro que julguei vulgar o cara queria mesmo é que aquela merda virasse filme... Ainda bem que ninguém comprou a ideia, até aonde eu sei.
ResponderExcluirNaira, n sei dizer qual ponto do seu texto me prendi mais, n sei se pelo seu drama ou se por eu ser uma destas pessoas babacas,kkk. Fiquei tb com imensa vontade de ler o livro e com isto apagada pela minha constante preguiça,kkk. Enfim, seu texto tá ótimo e a ideia da comparaçao dos generos é normal e natural, e acho que de certa forma incentiva as pessoas a participarem dos dois generos, normalmente quem lê quer assistir e vice versa, acho que nda é perdido e tudo é novo aprendizado a quem se interessa pelos generos
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